O pecado da avareza ou pecado da ganância, se classifica como um dos 7 pecados capitais. Sendo um pecado capital, ele é responsável por conduzir o ser humano a outros pecados, que por fim levarão a morte.

Esse pecado pode ser considerado como o apego extremo aos bens materiais, o alto desejo pelo que não possui. O coração cheio de avareza leva o ser humano a agir com arrogância e grosseria com o próximo e fazer de tudo para possuir o que deseja, incluindo tomar o que não lhe pertence.

O pecado da avareza é visto nos escândalos de corrupção que ocorrem no nosso país, que é fruto desse pecado. Esse que conduz a mentiras, ameaças e até mesmo assassinatos.

Nesse texto Cristo é indagado por um homem que se levanta na multidão e lhe apresenta um problema jurídico, requerendo que Cristo fosse o seu juiz. Após ouvir o caso daquele homem Cristo o adverte juntamente com a multidão.

“Então, ele lhes disse: ― Cuidado! Protejam‑se contra todo tipo de ganância, porque a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens.” (Lucas 12:15)

O que estava errado no estilo de vida daquele homem rico é o quanto ele estava sendo preguiçoso de cuidar de sua alma e buscar a Deus, o seu objetivo estava apenas em suas riquezas materiais apenas, ele não conseguia enxergar a vida após a morte e sua mente estava limitada a essa Terra.

“Contou‑lhes, então, esta parábola: ― A terra de certo homem rico produziu muito. Ele pensou consigo mesmo: “O que vou fazer? Não tenho onde armazenar a minha colheita”. Assim, disse: “Já sei o que vou fazer. Vou derrubar os meus celeiros e construir outros maiores, e ali guardarei toda a minha safra e todos os meus bens. E direi a mim mesmo: ‘Você tem grande quantidade de bens, armazenados para muitos anos. Descanse, coma, beba e alegre‑se’ ”. Contudo, Deus lhe disse: “Insensato! Esta mesma noite a sua vida será exigida. Então, quem ficará com o que você preparou?”. Assim é com aquele que acumula tesouros para si, mas não é rico em relação a Deus.” (Lucas 12:16-21)

Ao ter essa maneira de pensar e esse objetivo muito grande nas coisas dessa Terra, o valor da eternidade é diminuído e isso é uma afronta a Deus, que enviou seu filho para que alcancemos a vida eterna.

Outro problema nessa parábola surge quando ele declara que juntaria muitas riquezas para poder então comer, beber e se divertir. Ao lermos isso, não encontramos nenhuma insensatez, o próprio livro de Eclesiastes declara que o homem deve comer, beber e se alegrar.

Porém, aquele homem estava errado em sua atitude, porque sua motivação de juntar riquezas e depois comer e beber era egoísta, ele não estava trabalhando para glorificar ao Senhor, mas sim para sua própria glória.

Aquele homem rico não pecava por meramente trabalhar e guardar dinheiro, mas sim, por ter em seu coração uma motivação egoísta que não é o próprio Deus e por não se preocupar com a eternidade.

Para conter um coração cheio de avareza devemos orar e meditar na Palavra, tendo confiança no Senhor. Em Lucas 12:19 o homem rico afirma que depois de ter todos esses bens armazenados para muitos anos, ele iria descansar, comer e alegra-se.

A confiança desse homem estava em suas riquezas. Ele afirma que descansaria quando tivesse armazenado bastantes bens para muitos anos.

Porém, o Senhor nos confronta apresentando o quanto a vida é breve e que se formos guardar nossa confiança em nossos bens, estaremos agindo de forma insensata, visto que as riquezas materiais não são seguras.

Devemos depositar nossa confiança no Senhor apenas. Depois disso a parábola de Cristo faz um discurso falando exatamente sobre isso, apresentando que devemos confiar em Deus para não nos preocuparmos com as coisas terrenas.

Como Cristo afirma onde estiver nosso tesouro ali também estará o nosso coração, então tenhamos como tesouro nossa relação com Deus.

“Pois, onde estiver o seu tesouro, ali também estará o seu coração.” (Lucas 12:34)

“Assim é com aquele que acumula tesouros para si, mas não é rico em relação a Deus.” (Lucas 12:21)

A melhor maneira de não permitirmos a avareza nos dominar é nos rendermos a um espírito de partilha e caridade. Agindo com amor ao próximo e dividindo os nosso bens, ao invés de ajunta-los.

Que Cristo nos ilumine para que não sejamos dominados pela avareza e vivamos desapegados dos bens materiais; mas apegados e confiantes em Jesus. Cultivando um espírito de caridade em nossos corações, pelos quais anunciaremos o amor de Cristo ao mundo.

SEJA ABENÇOADO !

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