
“Os ímpios fogem, mesmo quando ninguém os persegue, mas o justo é corajoso como o leão.” (Provérbios 28:1)
O Senhor usou essa passagem para nos ensinar sobre coragem e sobre o temor aos homens.
É comum não gostar de se expor a situações desconfortáveis. Muitos Preferem ficar em casa a correr o risco de encontrar alguma situação com que tivesse algum atrito. Com isso, evitando qualquer possibilidade de confronto. Por que é mais fácil fugir.
O texto diz que fugir é para quem deve; para quem tem culpa ou esconde algo. A pergunta que muitos devem fazer é: “Por que estou fugindo, se fui perdoado, se em Cristo, sou declarado justo e livre do peso da culpa, o que me impede de andar com coragem?”
Com Jesus, a culpa é removida e a coragem renasce.
Podemos refletir sobre três tipos de situação que esse versículo se aplica.
Em primeiro: quando erramos e agimos com dureza, orgulho ou falhamos em algum relacionamento. Nessas horas, o normal é evitar o confronto, esconder-se, fingir que nada aconteceu. Mas, se houve arrependimento, confissão e perdão diante do Senhor, não há mais o que temer. Perdoados, podemos andar com a cabeça erguida. Fugir revela que ainda tememos aos homens, e não ao Senhor.
“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1João 1:9)
Em segundo: quando é o outro que erra conosco. Estamos feridos, frustrados, deixados de lado. O comum, então, é evitar o contato, sair pela tangente. Mas, se não fizemos o mal algum e andamos com integridade diante do Senhor, por que nos esconder.
Fugir de alguém que nos feri, mas que não tem mais poder sobre nos, é atribuir a essa pessoa um lugar que pertence apenas a Deus. O justo não foge. Ele é intrépido como um leão.
Em terceiro: quando ainda estamos em pecado. Aí, sim, faz sentido a fuga. A culpa pesa, a consciência acusa, a coragem desaparece e o coração vive em tensão. Essa talvez seja a mais dramática das situações. Se estamos fugindo, nos escondendo ou nos justificando o tempo todo, talvez aquilo de que nos precisamos não seja mais coragem, mas arrependimento. E ainda há tempo. O mesmo Deus que nos chama à coragem é o que nos chama ao quebrantamento.
Veja os Salmos abaixo e o que acontece com quem confessa e abandona seus pecados e encontra alívio. Podendo voltar a andar com ousadia.
“Bem-aventurado é aquele que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.” (Salmos 1:1)
“Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei. Eu disse: “Confessarei ao Senhor as minhas transgressões”; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado.” (Salmos 32:5)
“Muitos são os sofrimentos do ímpio, mas o que confia no Senhor , a misericórdia o cercará.” (Salmos 32:10)
O Provérbio 28:1 fala diretamente sobre o temor aos homens. Geralmente vivemos mais preocupadas com o que os outros vão pensar do que com o que o Senhor pensa. Nossa vergonha, nosso desconforto e nossas fugas constantes são sintomas de um coração que precisa se lembrar que em Jesus, somos livres, justificados e perdoados. E não temos de que nos esconder.
A coragem do justo não vem de sua própria força, mas da certeza de que sua culpa foi removida e que agora ele pode viver em liberdade diante do Senhor e das pessoas. Como um leão. Não um leão agressivo, mas um leão firme, estável e convicto.
Que esse versículo seja um divisor do antes e do depois para que lutemos contra a tentação de evitar conversas, desconversar encontros ou fingir que certas histórias não aconteceram. Pois isso não é sinal de prudência. É sinal de temor ao homem. E o Senhor nos chama a temê-lo acima de tudo.
Que nos lembramos de que por mais que tenhamos errado ou sido feridos, em Jesus nos podemos andar sem fugir. A justiça dele é nossa. A força dele é nossa. E o perdão dele é o que necessitamos.
Pensamos nisso; em quais situações nos temos reagido com fuga, quando o Senhor nos chama a permanecer com coragem.
SEJA ABENÇOADO !

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