
O Pecado da Preguiça dos 7 pecados capitais é o mais controverso. Sempre associamos a preguiça a falta de trabalho, ou a falta de disposição para o trabalho, mas será que ela só se resume a isso. O que é o pecado da preguiça. Eu peco ao descansar. A ociosidade é realmente nociva a mim ou aos outros.
Vamos esclarecer o que não é preguiça, visto que sempre associamos esse pecado a ociosidade quanto ao trabalho. Porém, a preguiça pode estar presente até nas vidas mais movimentadas, é um pecado muito mais profundo e espiritual do que aparenta ser.
O pecado da preguiça se difere da depressão que é uma doença patológica e não é considerada um pecado, mas uma condição médica. No âmbito prático da questão a preguiça apresenta contraste, sendo que a preguiça é a falta de vontade de realizar as coisas difíceis da vida. A depressão, no entanto, é a incapacidade de realizar as coisas simples da vida, como levantar e até mesmo comer.
Mesmo havendo ressalvas, o pecado da preguiça permanece comum em nossa sociedade, sendo nocivo não apenas a quem o prática, mas as pessoas ao seu redor igualmente.
O pecado da preguiça é a despreocupação com as coisas importantes da vida e o medo de enfrentar a difícil realidade. A preguiça está muito relacionada a valoração, ao valor que damos nas coisas, tirar o valor do que é importante e colocar em algo mais fútil da vida é preguiça.
Tendemos sempre a associar preguiça ao trabalho, mas esse nem chega a ser a prática mais comum da preguiça. Pois, até mesmo pessoas que vivem vidas movimentadas podem estar em pecado diante da preguiça, visto que, apesar de trabalharem duro, não dão importância a vida espiritual, ou as relações interpessoais. Preguiça de se relacionar, preguiça de zelar pelo bem comum, preguiça de pensar e refletir.
A preguiça está diretamente associada com outros pecados, a preguiça é um pecado medroso, esse que convence o preguiçoso a não enfrentar os problemas da vida real. O preguiçoso jamais terá a disposição de carregar a sua cruz, porque isso causa cansaço e exige esforço, ele pode até possuir disposição para ir em um festa, mas jamais a de ir ao funeral. A preguiça faz com que não pensemos na morte, no eterno, no que é divino. É um pecado silencioso e acomodado.
A preguiça é considerada um pecado capital pelo fato de conduzir a outros pecados e a falta de fé.
A luta contra a preguiça é uma luta pela santidade, no sentido em que estar perto do Eterno exige dedicação e vontade.
A ociosidade é considerada um pecado principalmente pelo fato de não fazer nada, é fazer o mal. Não existe neutralidade, a preguiça é negativa. Um exemplo pratico seria tomar banho todos os dias pois não tomando por preguiça estaremos sujos e isso nos faz mal e aos outros perto. O preguiçoso, por não fazer nada, faz o mal, assim como declara em provérbios.
“Eu andei pelos campos e plantações de uva de um homem tolo e preguiçoso. Tudo estava cheio de espinhos e coberto de mato, e o muro de pedras havia caído. Olhei para aquilo, pensei bem e aprendi a seguinte lição: Durma um pouco mais, cruze os braços e descanse mais um pouco; mas, enquanto você estiver dormindo, a pobreza o atacará como um ladrão armado.” (Provérbios 24:30-34)
Não fazer nada é um sinal de desesperança e falta de fé quanto ao futuro, tal pecado revela um coração que não confia no Senhor nem em seu soberano poder e autoridade. É um pecado que aponta para o hoje somente, que nega Deus diretamente.
A preguiça leva o ser humano a um estado de constante angústia, ela é um reflexo da falta de alegria e gratidão ao criador. Ninguém morre de velhice, mas de aposentadoria, não fazer nada deprime a alma, que induz a permanecer nesse ciclo e não fazer nada sempre.
O preguiçoso sempre está inventando desculpas para a sua preguiça, é um pecado que se esconde em nossos dias, tendo em vista as tantas vezes que tentamos terceirizar nossa culpa, preferindo colocar a culpa no outro ao invés de tomarmos a responsabilidade para si. “Achamos que não fomos promovidos por nossa incompetência e falta de talentos, mas sim porque nosso chefe é mal”.
Nossas relações estão ruins por conta dos outros, não porque não zelamos por elas. Nossa relação com Deus anda mal porque ele é injusto, não porque não somos humildes o suficientes para nos relacionarmos com ele. A culpa é sempre dos outros. Essas são as desculpas mais comum. Mesmo diante de nossas desculpas, a preguiça não ficará sem castigo.
Nós podemos e devemos combater a preguiça e para combate-la precisamos entender primeiramente como a graça funciona, entender que é Deus quem opera através de você, pois isso seu coração tem que estar disposto a seu favor, para que ela possa começar a boa obra, essa que ele será fiel para concluir.
Ver o exemplo de Jesus também é crucial, ele veio como servo e foi obediente ao Pai até o fim. Abdicou de sua glória a fim de se sacrificar por nós, resistindo a tentação de Satanás que tentava lhe impedir de ir à cruz.
Tenha como princípio de fé a esperança e a alegria em Cristo, para não ser atraído pela preguiça e a ociosidade. Busque sempre zelar não apenas pelo seu trabalho, mas por sua família, amigos, saúde e vida espiritual. Tendo em mente que a vida nessa Terra não é fácil, mas Cristo venceu o mundo e nisso depositamos toda nossa plena confiança.
Todos os pecados são uma deturpação do propósito original do Senhor, ele quer sim que tiremos bons momentos de descanso. Todavia, a preguiça tenta colocar em nossa mente que esse é o objetivo principal.
Aceite que o céu não é para os preguiçosos, nós trabalharemos com Deus na Nova Jerusalém conforme afirma Apocalipse 22:3. Contudo, iremos realizar um trabalho livre da maldição da queda, voltaremos aos braços do Pai e trabalharemos com ele com toda a alegria de espírito.
“Já não haverá maldição nenhuma. O trono de Deus e do Cordeiro estará na cidade, e os seus servos lhe servirão.” (Apocalipse 22:3)
Combata a preguiça para que o Espírito Santo lhe encha de determinação, coragem e ousadia para trabalhar e zelar pela vida, a fim de glorificar o nome de Deus.
SEJA ABENÇOADO !

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