
Maria, irmã de Lázaro, em certa ocasião, ungiu os pés de Jesus com um perfume muito caro feito de nardo puro. O nardo é uma planta originária do Nepal, China e Índia cujo óleo essencial é usado como perfume ou para fins medicinais.
Um dos discípulos de Jesus, Judas Iscariotes, se admirou grandemente por ver “tamanho desperdício”, pois tal perfume era caríssimo e ele só conseguia pensar no dinheiro que poderia obter com a venda do mesmo. (João 12:5-6)
O interessante é que Maria não se importou com isso, pelo contrário, movida pelo amor e gratidão por tudo o que Jesus havia feito por sua família, simplesmente pegou seu frasco de perfume e derramou aos pés d’Ele. Ela não teve pena de derramar uma gota sequer daquele caro perfume aos pés do Homem que fez o impagável por ela.
Alguns dias antes, Maria e Marta, sua irmã, estavam tristes e desconsoladas, pois seu querido irmão Lázaro havia morrido em decorrência de uma doença. Para elas não havia nenhum vislumbre de esperança visto que seu irmão já estava morto e sepultado; então, tudo o que bastava era chorar e se lamentar pela morte do seu amado irmão que, certamente, havia protegido e cuidado delas com amor e carinho.
Quando tudo parecia perdido e sem solução, chega Jesus, trazendo esperança. Ele mesmo, a própria ressurreição veio trazer novamente à vida aquele que tinha morrido. Após dar graças a Deus ( João 11:41), Jesus ordena que Lázaro, que estava há quatro dias no túmulo e já cheirando mal (João 11:39), saísse para fora (João 11:43), e como o chamado do Senhor é irresistível, até o morto teve que obedecer-Lhe.
Quão admirados, surpresos, espantados e maravilhados ficaram todos os que ali estavam presentes. Quem mais a não ser Deus poderia fazer tal milagre. Certamente, as duas irmãs, ao verem seu irmão com vida novamente, choraram, mas dessa vez, de alegria e gratidão a Deus.
Dinheiro nenhum poderia fazer o que Jesus havia feito. O perfume de Maria era caríssimo, mas o valor desse perfume era irrelevante comparado ao que Jesus fez. No entanto, tal perfume não deixava de ser valioso.
Então, como forma de expressar seu amor e gratidão pelo que o Mestre tinha feito, ela pegou seu frasco e derramou o seu valioso unguento nos pés Daquele que fez o impossível por ela. Judas achou que Maria desperdiçou nos pés de Jesus algo muito valioso.
Agora, paremos e reflitamos. O que temos de valioso que podemos ofertar ao nosso Salvador. Será que temos dado o nosso melhor a Ele. Ele nos deu tudo, nos deu a vida, nos livrou da morte e ainda prometeu vir nos buscar para estarmos com Ele na glória (João 14:3).
Que dinheiro pode comprar o presente que Ele nos deu gratuitamente. Digo que nem mesmo todo dinheiro do mundo seria suficiente.
Não podemos ter pena de ofertar ao Senhor aquilo que temos de mais valioso quer seja o nosso tempo, a nossa força e se assim o Senhor quiser, não devemos hesitar em servir ao reino Dele com os nossos bens, com nosso dinheiro mesmo que seja pouco e até com a nossa própria vida se for preciso.
A Bíblia diz para servirmos ao Senhor com alegria.
“Servi ao Senhor com alegria, e apresentai-vos a ele com cântico” (Salmos 100:2)
É muito oportuno lembrar-se daquela pobre viúva que ofertou ao Senhor duas moedinhas (Lucas 211:4). Duas moedas eram tudo o que ela tinha e era todo o seu sustento. Mesmo assim ela o fez com alegria.
Os ricos depositavam no ofertório somente sobras, restos, aquilo que não queriam nem precisavam; mas diferente deles, a pobre mulher viúva deu todo o dinheiro que possuía sem se preocupar se passaria por necessidades devido a falta daquelas moedinhas. Mas o que importa é que ela estava firmemente segura que o Dono do ouro e da prata cuidava dela.
Devemos manifestar em todo tempo nossa sincera devoção e gratidão ao Senhor, pois o que Ele fez por nós, ninguém no universo poderia fazer. O que Jesus fez por Maria, Marta e Lázaro, ninguém e nem todo o dinheiro do mundo seria capaz de realizar. Antes disso, os três já amavam profundamente ao seu Senhor, mas depois de terem visto a glória de Deus, creio que amaram ainda mais.
Essa mulher piedosa e temente a Deus (Maria), foi e ainda é um exemplo de amor, de devoção e de fervor para todo seguidor de Cristo; lembrando que ela é mesma Maria que se assentava aos pés de Jesus para ouvir seus ensinamentos (Lucas 10:39). Ela sentia fome pela verdade e não perdia uma oportunidade de aprender aos pés do Mestre.
Não devemos dar sobras a Deus e assim como Maria, não sinta pena de ofertar ao Senhor o que tens de melhor, como forma de gratidão por todos os benefícios que Ele, graciosamente, tem dado a você.
“Que darei eu ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito?” (Salmos 116:12)
SEJA ABENÇOADO !

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